A indicação do chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, para coordenar as conversas da equipe de Donald Trump com a equipe de Lula sobre os dois países foi definida como algo sem maior importância por integrantes do governo do petista.
Bolsonaristas celebraram o fato de Trump ter apontado o secretário de Estado como interlocutor junto ao governo brasileiro. “Golaço!”, afirmou, por exemplo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que defende sanções contra o Brasil para tentar evitar que o pai, Jair Bolsonaro, fique preso.
Dois ministros que estavam na sala do Palácio da Alvorada quando Lula conversou com Trump na manhã desta segunda (6) afirmam que Rubio terá que obedecer a Trump caso o presidente dos EUA queira mesmo, como demonstra publicamente, normalizar as relações de seu país com o Brasil.
“O Rubio é que presta contas ao Trump, e não o contrário”, diz um deles. “Ele vai seguir a orientação do presidente dos EUA. Se ela for a de acertar as contas com o Brasil, ele vai seguir. Não vai melar nem atrapalhar”, completou.
Um outro ministro diz que a indicação de Rubio “foi uma decisão meramente burocrática, por ele chefiar a diplomacia dos EUA. É como se o Lula tivesse indicado o [chanceler] Mauro Vieira para coordenar as conversas”.
O indicado, no caso brasileiro, foi o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin pois “ele já estava à frente do assunto”.
Para esse ministro, “nossos olhos têm que estar voltados para o Trump, para como a cabeça dele vai evoluir em relação ao Brasil”.
Rubio não seria o único a ter influência junto ao presidente norte-americano quando o tema é o Brasil, segue o mesmo auxiliar de Lula. E não vai, por isso, conseguir “desfazer” o que Trump determinar.
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noticia por : UOL


