Em livro de memórias, rei emérito Juan Carlos I busca 'aproximar-se' dos espanhóis

A escritora, filha de um conhecido intelectual francês e de uma antropóloga venezuelana, desconhece se a Casa Real espanhola leu suas 500 páginas antes da publicação. Mas assegura que o rei emérito não evita nenhum tema, nem mesmo os escândalos financeiros e sentimentais. 

O projeto de deixar seu testemunho para a posteridade surgiu em Abu Dhabi. Seu dirigente, Mohamed Bin Zayed, sugeriu ao monarca que “agora que está longe, tranquilo, [era] a hora de fazer um balanço”, recorda a autora francesa. 

Embora no início não visse isso com clareza, depois percebeu que “precisava transmitir o que viveu” em episódios cruciais da história espanhola, como a transição da ditadura para a democracia, em um contexto em que esta última “não está na moda” no mundo. 

É uma forma de dar “sua versão, sua verdade, é a história com maiúsculas, mas descrita por dentro, de seu ponto de vista”, insiste Debray. 

Com este livro, também espera “que os espanhóis o compreendam, que vejam o homem por trás do rei”, acrescenta.

– “Explícito” –

Segundo a escritora, o rei emérito também não evita as questões polêmicas que o rodearam nos últimos anos.

noticia por : UOL

quinta-feira, 13, agosto , 2026 01:57
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