“As notícias veiculadas por alguns meios de comunicação de que uma equipe de negociadores iranianos teria chegado a Islamabad, no Paquistão, para negociar com os americanos são completamente falsas”, informou a agência de notícias iraniana Tasnim, citando uma fonte anônima. “Enquanto os Estados Unidos não respeitarem seu compromisso de cessar-fogo no Líbano e o regime sionista continuar seus ataques, as negociações serão suspensas”, completou o texto.
Estreito de Ormuz é a carta do Irã nas negociações
No Paquistão, o ministro da Defesa, Khawaja Asif, chamou Israel de “maligno” na noite de quinta-feira, no X, e acusou o país de cometer crimes de guerra no Líbano, antes de apagar sua publicação. O Líbano foi arrastado para o conflito pela atuação do Hezbollah, que atacou Israel em retaliação ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra.
A ONU expressou séria preocupação com a continuidade da campanha israelense, enquanto Paris, Londres e Ancara pediram a inclusão do Líbano no cessar-fogo.
O Libération afirma em manchete que o Estreito de Ormuz é a principal carta do Irã nas negociações. O tráfego marítimo nessa passagem estratégica para o comércio mundial continua quase paralisado. O regime iraniano tenta manter o controle do estreito, mesmo contrariando o direito internacional marítimo.
Poucos navios atravessaram a região após o anúncio da trégua, o que contradiz o discurso americano e reforça a percepção de que o cessar?fogo é pouco convincente. As regras de circulação no estreito, acrescenta o Libération, seguem confusas e contraditórias.
noticia por : UOL


