PMA vai deixar de ajudar meio milhão de pessoas em Gaza por falta de recursos

“São decisões que precisamos tomar para garantir que nossos recursos (…) durem o maior tempo possível”, explicou à AFP Shaun Hughes, diretor do PMA nos territórios palestinos, nos escritórios em Beit Hanina, um bairro de Jerusalém Oriental.
“Não é o momento de desviar o olhar do que acontece em Gaza”, acrescentou Hughes. Ele destacou que quase 1,4 milhão de pessoas ? de um total de 2,1 milhões ? “continuam em situação de insegurança alimentar aguda e precisam de ajuda humanitária para sobreviver”.
Em agosto de 2025, a Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês) da ONU declarou situação de fome em Gaza, o que Israel qualificou como “mentira”.
Em dezembro, as Nações Unidas anunciaram que o território já não era considerado em situação de fome, graças ao cessar-fogo que havia entrado em vigor dois meses antes e ao aumento do envio de ajuda humanitária.
Desde então, o PMA conseguiu intensificar a assistência, ajudando entre 1,5 e 1,8 milhão de pessoas a cada mês.
“Isto tem sido um salva-vidas. Mas agora, em vez de podermos manter e ampliar a ajuda, nos vemos, na realidade, obrigados a reduzi-la”, disse Hughes.
noticia por : UOL

